Mulher sem culpa

Obra de Carrie L. Lukas contesta radicalmente os movimentos de liberação da mulher e defende o padrão à moda antiga


A obra é fundamentada em ampla bibliografia e estudos sobre comportamento e defende uma conduta mais feminina e menos feminista, onde as mulheres se permitam receber gentilezas, como receber flores, extirpando a convicção de que o homem seria um “inimigo”. Mas qual será a razão para tantas delas ainda estarem hoje insatisfeitas em seus relacionamentos? Talvez a troca de papéis que muitas mulheres vêem encarnando nos dias atuais, e que retoma o debate entre os que defendem o feminismo e o feminino.

De acordo com uma pesquisa realizada pela edição norte-americana da revista Marie Clarie, um terço das mulheres considera-se feminista. Porém, o que significa ser feminista hoje, cerca de 40 anos depois do nascimento do movimento feminista moderno?

O feminismo aponta para o refluxo de euforia das décadas de 70 e 80, quando as mulheres se libertam sexualmente e ingressam com força no mercado de trabalho, como o ponto principal para o surgimento da mulher que almeja ser a melhor mãe, a profissional de sucesso e com um belo corpo pronto para produzir muitos orgasmos.

A autora confronta o comportamento da mulher contemporânea, mais especificamente a que segue a cartilha do feminismo. Para ela, na maioria das vezes, essa mulher se torna dura e assume a solidão, soterrada pela mensagem de que o sexo casual é uma parte importante da vida de uma mulher moderna. Carrie aborda que muitas se arrependem do sexo casual, não apenas de imediato, mas também anos mais tarde, quando já estão casadas ou quando enfim encontraram o amor de sua vida.

O livro não prega que as jovens tenham que abraçar a abstinência sexual até o casamento, no entanto, aconselha que elas reconheçam as armadilhas do sexo casual que, muitas vezes, estão escondidas em nossa cultura saturada de sexo. A mídia, por exemplo, mostra nos filmes e na televisão os jovens virgens sendo retratados de maneira a parecer fora de moda, e os fazem parecer tão raros quanto um unicórnio. Enquanto isso pesquisas revelam que os jovens têm ideias bem conservadoras sobre o papel do sexo e a importância da virgindade.

A conclusão é de que os pais devem assumir um papel na formação das atitudes e escolhas de seus filhos em relação ao sexo. É importante que as moças (e os rapazes) saibam que nem todas as suas colegas são sexualmente ativas porque o desejo de ‘se ajustar’ pode ter uma influência real sobre seu comportamento. A autora expõe alguns mitos freqüentes vendidos a jovens mulheres, abordando áreas de pesquisa que são tabus e, portanto, não são discutidas no mundo do ‘politicamente correto da academia ou na cultura de massa dirigida às moças’.

Sobre a autora: Carrie L. Lukas é bacharel em políticas públicas pela Universidade de Princeton, tendo feito mestrado nessa área na Kennedy School of Government da Universidade de Harvard. É vice-presidente e diretora de políticas conservadoras e não partidárias do Independent Women's Forum (IWF), membro sênior do Instituto Goldwater e colaboradora da revista National Review Online. Escreve artigos para o Washington Post e para outras publicações norte-americanas de renome, além de ser convidada frequente de programas de rádio e televisão.

Serviço:
Título: Mulher sem culpa
Subtítulo: Coisas fundamentais que toda mulher precisa saber para ser mais feliz (e que as feministas fazem questão de esconder)
Autora: Carrie L. Lukas
Editora: Gente
Páginas: 240
Preço: R$ 29,90
Fonte: assessoria de imprensa Cia da Informação
Em pleno ano 2010, a norte-americana Carrie L. Lukas, engajada em movimentos conservadores, critica em seu livro Mulher sem culpa, publicado pela Editora Gente, duramente as conquistas femininas das últimas décadas. Em seu discurso, a autora confronta o comportamento da mulher contemporânea, mais especificamente a que segue a cartilha do feminismo. Para ela, na maioria das vezes, essa mulher se torna dura e assume a solidão, substituindo relacionamentos por sexo causal. “Desde quando sexo sem compromisso é sinônimo de mulher feliz ou satisfeita no relacionamento?”, questiona a autora.

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