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A VIZINHA DAS SETE CORDAS 

Neste livro, Hugo Almeida explora os limites entre o dentro e o fora, lugar e circunstância, em narrativas que se desdobram como enigmas. Nos quinze contos escritos ao longo de dez anos, o autor constrói uma arquitetura narrativa marcada pela concisão e pela força imagética. Cada conto se abre como palimpsesto, em camadas de sentidos e referências. O autor reafirma sua sofisticação estética, presente em obras anteriores como Certos casaisVale das Ameixas e Mil corações solitários. O resultado é uma narrativa enxuta e poética, que convida o leitor a desvendar silêncios, gestos e perplexidades.

 Serviço: 

Edição: 1ª - Ano: 2026

Assunto: conto - Idioma: Português - País de Produção: Brasil

ISBN: 978-65-83126-41-2 - Formato: brochura, 14 x 21 cm - Nº de Páginas: 152


  

Opiniões sobre a obra:

Por Lara Vaz-Tostes

    A vizinha das sete cordas é um livro em que o leitor entra achando que vai apenas acompanhar histórias e termina com a sensação de ter atravessado vidas. Há algo de raro na escrita de Hugo Almeida: ele observa sem crueldade, ironiza sem desumanizar e toca o trágico sem teatralidade. Sua prosa é lúcida sem ostentação — como quem sabe que a literatura não precisa gritar para ferir (ou salvar).

     O livro se organiza em três movimentos — Dentro de casa, Fora de casa e Além — que são mais do que divisões formais: são modos de estar no mundo. Dentro de casa, o cotidiano perde o verniz. A casa surge como cenário moral, espaço de pequenas rachaduras, delicadezas frágeis e colapsos silenciosos. Contos como “Nas nuvens”, “Canoa do tempo” e “Assim de touca e máscara?” mostram que o que parece leve ou cômico, muitas vezes, é apenas a forma que a vida encontra para suportar a própria gravidade.

     Fora de casa, o mundo se torna mais áspero. Há encontros, choques, atravessamentos. Textos como “Ponto cego”, “Dona Justina”, “Duas estrelas” e “Encontro na Capela Dourada” revelam um olhar atento ao humano em seus instantes mais contraditórios: o gesto bonito onde ninguém esperava, a brutalidade disfarçada de normalidade, o afeto que insiste mesmo quando já chega tarde.

     E então vem o Além, que não é fuga — é tributo. A literatura aparece como fidelidade ao que nos formou, como dívida amorosa. O livro sugere, com sobriedade, que há coisas que o tempo não apaga — apenas muda de lugar dentro da gente.

    O que une os contos é uma eletricidade sutil: o texto parece sempre prestes a acontecer “algo” — e essa iminência é linguagem. Hugo não força a mão, não moraliza, não se exibe. Confia no detalhe, no ritmo, no corte certo. 

    Com humor fino, repertório e uma escrita elegante e impura (no melhor sentido), A vizinha das sete cordas não entrega lições — entrega presença. Ao final, o leitor não fica com uma moral, nem com uma resposta: fica um incômodo singular e bom — o de reconhecer, em silêncio, alguma coisa de si.

 

Por Whisner Fraga

     Estes belíssimos contos de A vizinha das sete cordas iluminam o que há de mais íntimo e doloroso no ser humano: amor, culpa, perda, redenção — as personagens caminham por territórios instáveis, onde o mínimo gesto pode salvar ou condenar. com o lirismo dilacerante do autor e o olhar alerta dos narradores, as histórias de hugo almeida reforçam que toda vida é travessia e, nas sombras das veredas, pulsa um lampejo de espanto, fé e humanidade.


Por quem as cordas vibram
Por Eltânia André

     O lugar define o homem? O lugar e as circunstâncias (numa perspectiva de Ortega y Gasset) destinam, confirmam ou marcam o território do conflito, da resistência, do horizonte aberto (ou não) aos sonhos? N’Os Lusíadas, Camões canta e decanta uma epopeia sobre o sair de casa, e em sua Odisseia, Homero empreende o voltar para casa. Habitar o lugar desejado extrapola os confins dos mares e as amarras territoriais; ao revés do tempo, a sorte e os acontecimentos são senhores do destino, mas não do afeto. 

       Nesse jogo — ou antítese — dentro de/fora de, o autor de A vizinha das sete cordas nos conduz por caminhos que se (des)dobram e não se excluem ou apartam completamente. Numa torção similar à Fita de Möbius — objeto contraintuitivo que surpreende e atrai pelo desafio, em que o interior e o exterior apontam para uma instância não delimitada, na escrita de Hugo Almeida o dentro e o fora emergem como enigmas. Coloca diante do leitor um campo gravitacional de especulações, no qual não há respostas nem saídas imediatas, mas um permanente questionamento e um contínuo desvendar, diante do erro, do crime, do indulto e do insólito, que se afunilam numa peleja, num espaço coreográfico de gestos mínimos, de expressões contidas, de silêncios e evasões que falam mais que o enunciado. Aqui também importam, em chave elíptica, o não-dito e a estrutura formal que se impõe pela concisão e economia de meios, tanto estilísticos quanto semânticos. 

     No intenso e denso percurso pelas situações e contingências que subjazem na consciência do ser, impõe-se escavar, esmiuçar os enredos e sentir as perplexidades e motivações de um autor que dá vida a uma arquitetura narrativa permeada de sutilezas e planos que se abrigam sob/sobre palavras, títulos, citações etc.,  como numa sequência de palimpsestos. Nada está ou acontece por acaso nem por mero enxerto ou enfeite na configuração dos contos, pois a sofisticação concede primazia a recursos muito peculiares, em que o menos diz sempre mais. Essa particularidade em Hugo Almeida é dominante, uma rara qualidade que reside na força temática, emocional e imagética e se traduz nos cortes, nas frases breves e precisas, albergando (in)tens(ç)ões sub-reptícias. 

       Na linha de suas obras anteriores (oportuno lembrar, entre as mais recentes, os contos de Certos casais, de 2021; e os romances Vale das Ameixas, de 2024, e a reedição, em 2025, do premiado Mil corações solitários, bem como a publicação, no mesmo ano, do ensaio A voz dos sinos: o sagrado, a mulher e o amor na obra de Osman Lins, estes três pela Editora Sinete), em A vizinha das sete cordas, com o mesmo rigor estético que perpassa o amplo espectro de sua produção, o autor realiza, num claro viés ontológico, a sondagem de vidas rotineiras envoltas num cotidiano de névoas, impulsos e contradições, retratando situações e sentimentos, confidências e segredos, medos e apreensões, sonhos e pesadelos. 

        Nos quinze contos que enfeixam A vizinha das sete cordas, escritos ao longo dos últimos dez anos, flui um caudal narrativo em que afluentes e influências trazem densos sedimentos à cultura e à dicção literárias desse incontornável escritor. Destaco, ainda, a conexão com obras e autores, tanto nos diálogos intertextuais e nas epígrafes que representam um nexo temático, quanto nas dedicatórias, que se convertem em homenagem e reconhecimento afetivo àqueles que cruzaram sua trajetória literária, acadêmica e existencial como inesgotáveis referências.

   “Nas nuvens”, primeiro dos cinco contos da série Dentro de casa, abre a porta para espreitarmos as tramas e os dramas, assim como o vão das palavras, as sensações, o insinuado e o interdito, emulando a interrogação: viver nos arranha-céus, próximo às nuvens ou para além delas repousar na maquete idealizada, seria existir numa dimensão liliputiana? Já em “O casal do farol”, Sóstrato guarda segredos no iCloud, enquanto a mocinha, no vaivém da ambiguidade, “feito a maré e o tempo, oscila. Não-sim”. Num movimento pendular perto-longe, eles vislumbram a cidade pelo vértice do farol numa busca do invisível ou do imprevisível. 

     “Por mares sempre navegados”, escrito no pós-pandemia que confinou o mundo nos limites da casa, carrega no título a inversão do desbravamento, da glória de ir além. Daí advindo um triângulo que não se fecha, eu diria que, para não morrer de tédio, uma mãe conta mil e uma histórias para sua filha, num esforço análogo ao de Sherazade, para enganar o tédio. E assim como Emma Bovary estranha as orelhas de seu marido Charles, “Ah, meu Deus! Por que suas orelhas são assim!?”, certo dia, Marília se pergunta, ao ver Arthur eriçar a juba inexistente, “O que é você? De onde veio?”, enquanto a criança apreende mais do que o suposto. Retornando ao tema da quarentena em “Canoa do tempo”, eis a metáfora da embarcação que segue o curso das águas e provoca outra pergunta — Para onde vai o mundo? — numa alusão ao incognoscível. A epígrafe de Manuel Bandeira, que amplia o belíssimo “Assim de touca e máscara?”, sugere que o concreto e o simples podem ser transformados em abstrato, sublime. E essa é a experiência esperada por Áurea. Com uma flor na touca, ela aceita pousar como modelo-vivo, e o seu corpo-ateliê responde de antemão com esperança aos domínios de Alonso — artista capaz de converter barro em bronze. 

    “Ponto cego”, primeiro dos sete contos da seção Fora de Casa, deságua num final surpreendente. Na sequência, “Dona Justina” personifica ou mimetiza a justiça, alguém que incorpora a imanência do perdão e conhece bem os poderes da oferta de um café coado na hora. “Duas estrelas”, duas histórias, tantas peregrinações, dupla face do infortúnio. Em “Encontro na Capela Dourada”, um observador anônimo, entre quitutes e frutas, ouve e grava as “confissões” (em nome do pai) de Mariana, Nicolau e Horiundo com H, h de horror. Por falar em Horiundo, Justina, Sóstrato e outros, vale ressaltar que os nomes das personagens não são escolhidos aleatoriamente, há uma pertinência com fatos históricos, mitológicos ou literários. “A vizinha das sete cordas”, que dá título ao livro, conta sobre Mira, aquela que mira pelo olho-mágico. E de como sua vida se transformou ao conviver com a vizinha Elvira, “coração re-don-do”, divertida, musical, prestativa — aprendeu e ensinou que sons e cores ajudam a organizar a vida, até que... Sobre “Influxologia alemã”, somos levados na torrente paródica de “um delirante, trôpego e sibilino labirinto de falácias e sofismas” quando um “tal juiz simplesmente pediu... (‘é ina-crre-di-tá-vel!’) a anulação dos 7 a 1 da Alemanha no Brasil na Copa de 2014, no Mineirão, e a consequente derrogação (‘foi a palavrra que usou’) do título da seleção alemã”.  

      Na última parte, Além — Tributo a três eternos, há uma viagem sensível e paralelística aos territórios criativos de Osman Lins, Clarice Lispector, Manuel Bandeira.   

     No mesmo sentido, no pungente “E depois desse desterro?”, Hugo Almeida apresenta as catorze estações de Dario, feito um Jesus renascido e repaginado do antológico “Uma vela para Dario”, do mestre-vampiro de Curitiba, Dalton Trevisan, ao som de “Fita amarela”, de Noel Rosa.

    Vários podem ser os olhares que culminarão em novas e significativas leituras deste conjunto nascido do manejo de um autor familiarizado com os signos e símbolos da linguagem. De seu cuidadoso processo de lima e lapidação, surge uma escrita elaborada, enxuta e poética, que transcende o óbvio e as aparências. Portanto, cabe aos leitores a tarefa instigante de abrir picadas na imensidão de A vizinha das sete cordas — corda extra que impõe complexidade, profundidade e beleza em todo o livro.

 

Outros livros de Hugo Almeida (clique no link para  mais informações sobre a obra)

 Vale das ameixas - romance (2024)

 A voz dos sinos - o sagrado, a mulher e o amor na obra de Osman Lins - crítica literária (2024)

 Mil corações solitários - romance (2025)

 

 

Sobre o autor: Hugo Almeida é autor dos romances Mil corações solitários (Prêmio Nestlé-88) e Vale das ameixas. A obra A vizinha das sete cordas é o seu quinto livro de contos. Organizou Osman Lins: o sopro na argila, ensaios, e as coletâneas Nove, novena: variações e Feliz aniversário, Clarice, selecionada pelo PNLD/MEC-2021. Mineiro, vive em São Paulo desde 1984.


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 Exposição Rafael Pereira: A Cabeça de Zumbi, segunda individual do artista no espaço paulistano, abre a programação de 2026 da Galeria Estação

 Composta por 27 pinturas inéditas, além da série Nbimda, dedicada a 16 divindades do candomblé de Angola de matriz Bantu, a mostra, que tem texto de catálogo assinado por Renato Menezes, evidencia a maturação do artista, que amplia repertórios, técnicas e subjetividades após o impacto de Lapidar Imagens


 Aberta ao público em 5 de março, com visitação até 11 de abril, a exposição Rafael Pereira: A Cabeça de Zumbi inaugura a programação de 2026 da Galeria Estação, reafirmando a força poética e a crescente complexidade do trabalho do artista paulistano de 39 anos. Ao longo de sua trajetória Rafael percorreu diversos Estados do Brasil, viveu por 14 anos decisivos em Teófilo Otoni (MG) e, atualmente, reside em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo.

Desde Lapidar Imagens, sua primeira exposição individual na galeria, realizada em 2023, o artista atravessou um ciclo de amadurecimento que ampliou seu vocabulário visual ao revisitar aspectos estruturantes de sua trajetória — da formação como lapidador de pedras preciosas às experiências de circulação pelo país. Esse percurso se desdobra agora em uma mostra que articula memória, identidade e subjetividade.

 “Desde que Rafael entrou na Estação, em 2023, acompanhamos de perto seu processo consistente de amadurecimento. Ele é um artista que cresceu em segurança, em repertório e em consciência do próprio trabalho. Entre Lapidar Imagens e esta nova individual sua obra ganhou densidade. A exposição reflete um salto real em sua trajetória. Quando um artista como ele encontra um espaço institucional que o apoia, ele ganha o mundo. No caso dele, nosso respaldo foi fundamental para que ele se sentisse mais livre para arriscar, aprofundar processos e ampliar sua linguagem”, defende Vilma Eid, sócia-fundadora da Galeria Estação.

 Produzidas no biênio 2024 – 2025, as pinturas inéditas incorporam um universo multicolorido de retratos, paisagens e elementos simbólicos que, segundo o artista, emergem de uma escuta profunda de si mesmo, em um processo consciente de desaceleração: “Hoje eu sinto que o meu trabalho acontece em outro tempo. Antes, eu tinha muita urgência, uma necessidade de produzir o tempo todo, quase como se eu precisasse provar alguma coisa. Agora eu entendo que esses processos devem ser mais lentos, que a pintura precisa de tempo para maturar, assim como eu”, explica.

 Composta por dois núcleos expositivos, a mostra reúne 27 pinturas no 2º andar da Galeria Estação, e apresenta, no mezanino, a série Nbimda, formada por 16 pinturas de cabeças de dimensões variáveis. Cada obra representa uma divindade (nkisi) cultuada no candomblé de Angola de matriz Bantu. Ao abordar esse conjunto, o historiador da arte Renato Menezes, autor do texto crítico do catálogo da mostra, destaca a centralidade simbólica da cabeça como elo entre o corpo, a ancestralidade e o divino:

 “O que para os europeus se apresentou unicamente como fisionomia, isto é, como emanação da personalidade, revela-se, na pintura de Pereira, como elo com o divino: a cabeça, orí para os Iorubá e mutuê para os Bantu. É na cabeça onde reside a força vital do indivíduo; está ali sua conexão com o nkisi, a energia ancestral e destino individual que cada sujeito traz consigo ao nascer. O tema da cabeça ancestral organiza a série Nbimda”, destaca Menezes.

 Ao exaltar e ressignificar a ancestralidade afrodiaspórica que constitui parte majoritária da sociedade e da formação cultural brasileira, Rafael também explicita sua intenção de dar maior complexidade às discussões sobre racialidade, afastando-se de leituras reducionistas em favor da construção de uma subjetividade negra.

“Não quero que meu trabalho seja lido só a partir de um corte racial. Não quero que um corpo negro sorrindo seja visto como um acontecimento, enquanto um corpo branco sorrindo é só uma imagem. O que me interessa é construir uma subjetividade negra que seja complexa, íntima e contraditória. Não quero negar a questão racial. Quero ir além dela. Quero que meu trabalho seja visto como imagem e experiência, e que a negritude esteja ali de forma profunda, não como um rótulo”, provoca o artista.

Segundo Menezes, essa produção recente, marcada pela força intuitiva do gesto pictórico, amplia ainda mais as leituras possíveis sobre a obra de Rafael, já insinuadas na interpretação de caráter modernista dos trabalhos presentes em Lapidar Imagens.

“Em um primeiro momento, sua obra parece resultar diretamente da absorção desses códigos da retratística tradicional para, a partir deles, imaginar futuros, reconstituir histórias e inventar identidades, superando o modo como a vida negra foi avaliada. Por outro lado, o artista cria fisionomias a partir de sua imaginação, como em um exercício de ajuste de contas com a história e de acesso a uma dimensão da memória neutralizada pelo trauma: a intuição é uma tecnologia ancestral. Assim, ele faz reexistir, por meio de suas cores, a presença viva de pessoas atravessadas por sentimentos, pensamentos e desejos silenciosos”, observa Menezes no catálogo.

A exposição evidencia, ainda, a ampliação de técnicas experimentadas durante o período formativo de Pereira, como o uso de bastão de giz pastel óleo sobre papel, revelando processos investigativos de um trabalho em transformação. Parte das obras foi produzida em março de 2025, durante a residência artística realizada por ele em Goiânia (GO), no Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes, projeto idealizado pelo artista visual e educador Dalton Paula e pela professora e pesquisadora de cinema Ceiça Ferreira. Localizado em um quilombo do bairro conhecido como Setor Shangri-lá, o espaço articula tradições culturais afro-brasileiras e práticas de arte contemporânea, com atividades em cerâmica, gravura, capoeira angola, agroecologia e cineclube.

“A residência no Sertão Negro foi decisiva para o Rafael, não apenas no plano técnico, mas como experiência de troca com outros artistas e abertura de mundo. Ele voltou mais seguro, mais consciente da própria voz — e isso aparece com força nesta exposição, que mostra um Rafael mais amplo com trabalhos diferentes reunidos em dois núcleos distintos. São quase duas exposições que se complementam e ajudam a entender melhor o artista. Abrir a programação de 2026 com o Rafael foi uma decisão muito consciente. Ele tem um público forte, seu trabalho tem ótima circulação e esse é o momento exato para fazermos sua segunda individual”, conclui Vilma Eid.

 

Sobre Rafael Pereira

Nascido em São Paulo, em 1986, mudou-se para Teófilo Otoni (MG) com a família ainda criança e foi lá que se especializou no trabalho com pedras preciosas. De volta à capital, aos 17 anos, Rafael se revezava entre o trabalho para pagar as contas e a prática da pintura e do desenho, atividades que foi desenvolvendo de maneira autodidata, experimentando com tinta a óleo, nanquim e giz pastel.
Aos 24 anos decidiu se dedicar exclusivamente à profissão de artista, vendendo seu trabalho nas ruas das diversas cidades onde morou Brasil afora. As vivências pessoais guiam a pesquisa de Rafael Pereira e formam o repertório imagético de sua obra. Sua ancestralidade de matriz africana dita muito do ritmo estético de seu trabalho, com suas simbologias e cores vivas. Seu processo de criação inicia-se justamente a partir do emprego das cores na tela, que aos poucos vão decodificando as figuras mentais e os sentimentos relacionados até se transformarem na composição.
Desde suas primeiras produções, então incentivadas pelo casal de colecionadores Claudete Guitar e Torquato Saboia Pessoa, até as mais recentes, pode-se identificar muito da sua própria história. A série de pinturas Catadores de Cana (2021), por exemplo, trata da realidade dos cortadores de cana, resgatando não apenas a profissão de seu pai, mas, também, o que provavelmente tenha causado sua morte.

O retrato tem sido uma categoria bastante trabalhada pelo artista por meio de representações de pessoas que passam por sua vida, e em seu ambiente familiar. Essas figuras, que geralmente olham profundamente quem as observam, povoam a imaginação do artista. Outra importante prática de sua pesquisa é a xilogravura.

De forma autodidata e com a ajuda de outros artistas, Rafael utilizou inicialmente referências do modernismo brasileiro para investigar a fundo os processos da técnica, bem como seus materiais e ferramentas. Artistas como Cândido Portinari, Ismael Nery, Lasar Segall e Tarsila do Amaral inspiram os cenários, traços e temas em suas obras.

 

Sobre a Galeria Estação

Com um acervo entre os pioneiros e mais importantes do país, a Galeria Estação, inaugurada no final de 2004 por Vilma Eid e Roberto Eid Philipp, consagrou-se por revelar e promover a produção de arte brasileira não-erudita. Sua atuação foi decisiva para a inclusão dessa linguagem no circuito artístico contemporâneo ao editar publicações e realizar exposições individuais e coletivas sob o olhar dos principais curadores e críticos do país. O elenco, que passou a ocupar espaço na mídia especializada, vem conquistando ainda a cena internacional ao participar, entre outras, das exposições Histoire de Voir, na Fondation Cartier pour l’Art Contemporain, na França, em 2012, e da Bienal Entre dois Mares – São Paulo | Valencia, na Espanha, em 2007. Emblemática desse desempenho internacional foi a mostra individual Veio – Cícero Alves dos Santos, em Veneza, paralelamente à Bienal de Artes, em 2013.
No Brasil, além de individuais e de integrar coletivas prestigiadas, os artistas da galeria têm suas obras em acervos de importantes colecionadores e de instituições de grande prestígio e reconhecimento, como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte de São Paulo, o Museu Afro Brasil (SP), o Pavilhão das Culturas Brasileiras (SP), o Instituto Itaú Cultural (SP), o SESC São Paulo, o MAM- Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o MAR, na capital fluminense.

 

SERVIÇO

Exposição Rafael Pereira: A Cabeça de Zumbi

Quando: de 5 março a 11 de abril de 2026

Onde: Galeria Estação

Endereço: Rua Ferreira Araújo, 625 - Pinheiros, São Paulo

Vernissage: 05/3 (quinta-feira), a partir das 18h

Horários de funcionamento da galeria: segunda a sexta, das 11h às 19h; sábados, das 11h às 15h; não abre aos domingos.

Tel: 11 3813-7253


Fonte: assessoria de imprensa

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Shopping Pátio Paulista 

inicia nova programação de Hora do Conto

Evento, que acontece em parceria com a da Livraria da Vila,

apresenta novos personagens e novas histórias

O Shopping Pátio Paulista tem nova edição Hora do Conto, com contação de histórias infantis, baseadas em livros selecionados do universo infanto-juvenil.  A cada encontro, histórias diferentes, com personagens que estimulam a criatividade, com interpretação e monitoria da Cia SóPapo.

Para fevereiro, as histórias contam as aventuras dos personagens de “Bibo cresceu, mas só um pouquinho…”, da autora brasileira, Silvana Rando, de “Leotolda” da espanhola, Olga de Dios, “Perigoso!” do britânico, Tim Warnes, e “Van Dog” da polonesa, Mikołaj Pasiński. 


As sessões acontecem sempre às 15h, no piso Paraíso (2º andar). Os ingressos gratuitos são limitados e podem ser resgatados no app Iguatemi One, escolher Shopping Pátio Paulista (aba “Eventos”).

“O objetivo em trazer a Hora do Conto, com histórias e personagens consagrados, é contribuir para estimular o prazer da leitura entre os pequenos, de forma divertida, criativa e lúdica”, explica Taciana Melo, Gerente de Marketing do Shopping Pátio Paulista.

Serviço

Hora do Conto, Shopping Pátio Paulista

Livraria da Vila, Piso Paraíso

Rua Treze de maio, 1947, Bela Vista

Ingressos gratuitos, que podem ser pré - resgatados pelo app Iguatemi One. Vagas limitadas consulte disponibilidade.

Sempre às 15 horas 

07/fev -Bibo cresceu, mas só um pouquinho… (Editora Brinque-Book)

14/fev - Leotolda (Editora Boitatá)

21/fev - Perigoso! (Editora Ciranda)

28/fev - Van Dog; (Editora Piu)

Recomendado para crianças, que devem estar acompanhadas por pais ou responsável acima de 18 anos.

Mais sobre o Pátio Paulista - Inaugurado em novembro de 1989, o Shopping Pátio Paulista recebe hoje paulistas vindos de todas as partes da cidade – e do país – graças à sua localização privilegiada: em plena avenida Paulista, com fácil acesso por metrô e grandes avenidas. São cerca de 300 operações, distribuídas em sete pisos, entre vestuário, alimentação, serviços, entretenimento e lazer, com três pisos de estacionamento.  

Na sua fachada, um relógio de mais de 5 metros de altura é referência para toda São Paulo. 

Para mais informações, www.iguatemi.com.br/shoppingpatiopaulista e em @patiopaulistaoficial (instagram)

Fonte: assessoria de imprensa

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  Encontre o Extraordinário

em Meio às Cicatrizes

Obra marca estreia literária de Fernanda Machado e

propõe uma jornada de cura, autoconhecimento e reconexão interior


Por Carina Gonçalves 

A professora de meditação e mentora espiritual Fernanda Ester Machado estreia no universo literário com o livro Encontre o Extraordinário em Meio às Cicatrizes, publicado pela Editora Gente. Inspirada em sua própria trajetória de superação, a autora convida o leitor a transformar a dor em força e autenticidade, apresentando práticas terapêuticas e reflexões profundas sobre autoconhecimento, espiritualidade e amor-próprio.

Com uma linguagem acessível e sensível, Fernanda compartilha vivências pessoais e histórias de alunos e mentorados de cursos e retiros realizados em diferentes partes do mundo. O livro propõe uma imersão em temas como perdão, empatia, medo e reconstrução emocional, conduzindo o leitor por um processo de autocura e reconexão com sua essência. A autora apresenta ainda o Método SOL (Sofrimento Obrigatório Liberta), desenvolvido por ela, que reúne sete etapas voltadas à libertação de condicionamentos, aceitação da própria história e celebração da transformação interior.

Segundo Fernanda, o autoconhecimento é o caminho mais poderoso de libertação e plenitude. Baseada em estudos com mestres como Deepak ChopraMichael Beckwith e monges budistas na Índia e na Tailândia, ela combina espiritualidade ancestral, neurociência e práticas integrativas para oferecer uma abordagem terapêutica voltada à cura emocional. “As cicatrizes não são sinais de fraqueza, mas registros da nossa capacidade de atravessar tempestades e florescer depois delas”, afirma a autora, que já impactou mais de 15 mil pessoas por meio de retiros, cursos e mentorias presenciais e online.

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"Encontre o Extraordinário em Meio às Cicatrizes" marca estreia literária de Fernanda Machado com proposta de cura e reconexão com o eu interior

Com base em sua própria trajetória de superação, autora apresenta o Método SOL e convida o leitor a transformar a dor em força e autenticidade


A professora de meditação e mentora espiritual Fernanda Ester Machado lança seu primeiro livro, Encontre o Extraordinário em Meio às Cicatrizes, pela Editora Gente, que chegou às livrarias no dia 10 de setembro.

Com linguagem acessível e abordagem sensível, a obra reúne vivências pessoais e práticas terapêuticas para conduzir o leitor por um processo profundo de autocura e ressignificação de traumas. Além de seus próprios relatos, Fernanda compartilha experiências com alunos e mentorados em cursos e retiros espirituais ao redor do mundo, promovendo um diálogo inspirador sobre perdão, identidade, espiritualidade, medo, empatia e reconstrução.

A obra nasce do reencontro da autora com sua própria essência, após vivências marcadas por dor, ansiedade e recomeços. Ao compartilhar sua trajetória e os caminhos que a levaram à transformação, Fernanda convida o leitor a refletir sobre as feridas que carrega e, sobretudo, sobre o poder que tem de ressignificá-las. O livro é uma combinação entre ensinamentos espirituais, vivências pessoais e exercícios práticos voltados à cura emocional e à reconexão com o amor-próprio.

“Minha missão com este livro é mostrar que todos temos o potencial de encontrar o extraordinário dentro de nós, mesmo quando a vida nos marca com dores profundas. As cicatrizes não são sinais de fraqueza, mas registros da nossa capacidade de atravessar tempestades e florescer depois delas”, explica a autora. “Nós temos muitas crenças arraigadas em nosso ser, e todas as nossas ações, nossos relacionamentos e nossas interações com o mundo são espelhos dessas crenças. Ao compreendê-las, somos capazes de desvendar os mistérios de nossos próprios padrões de pensamento, abrindo as portas para uma vida de plenitude e realização”, acrescenta.

Com uma linguagem acolhedora, o livro propõe uma jornada que envolve espiritualidade, ciência do comportamento, autocompaixão e práticas terapêuticas, sempre com o olhar encorajador da autora e a ideia de que a transformação emocional é possível, concreta e acessível a todos que estejam dispostos a olhar para dentro. Baseado em estudos com mestres como Deepak Chopra e monges budistas na Tailândia e na Índia, Fernanda apresenta uma abordagem que une espiritualidade ancestral, neurociência e práticas integrativas.

“Acredito que o autoconhecimento é o caminho mais poderoso de libertação. E não existe liberdade maior do que viver em paz com a própria história”, ressalta Fernanda.

 

Método SOL (Sofrimento Obrigatório Liberta)

Criado pela escritora, o inédito Método SOL (Sofrimento Obrigatório Liberta) propõe um caminho estruturado em sete etapas. A jornada começa com o silenciamento da dor, seguido da observação das feridas emocionais, da libertação de condicionamentos e da aceitação plena da própria história. A partir desse ponto, Fernanda convida à reconexão com a essência e à cocriação de uma nova realidade mais alinhada com o propósito da alma. Por fim, o processo culmina na celebração da transformação, com cicatrizes não mais como marcas de dor, mas como provas da força adquirida.

“Trago relatos de pessoas que vivenciaram o método e comprovaram seus efeitos transformadores em aspectos como autoestima, perdão, empoderamento e equilíbrio emocional. Utilizo ferramentas práticas inspiradas no Ayurveda, no Reiki e na meditação, que ajudam o leitor a colocar em movimento o seu processo de autocura”, afirma.

“Já acompanhei centenas de histórias de pessoas que carregavam dores profundas e que, por meio dos métodos que compartilho, conseguiram se reencontrar. Nada é mais gratificante do que ver alguém sair da escuridão emocional e perceber que é possível viver com leveza, coragem e autenticidade”, conclui Fernanda.

 

Sobre a autora

Fernanda Ester Machado é professora de meditação, mentora espiritual e coach em Ayurveda certificada pelo Chopra Global. Também reikiana e professora de yoga, encontrou na espiritualidade o caminho para sua própria cura após vivências de abandono e sofrimento. 

Estudou com mestres como Deepak Chopra, Bob Proctor, Michael Beckwith e Roger Gabriel, além de realizar treinamentos com monges budistas na Índia e na Tailândia. Ao longo dos últimos anos, impactou mais de 15 mil pessoas em retiros, mentorias e cursos presenciais e online. Seu trabalho une espiritualidade, ciência e práticas terapêuticas, com foco em autoconhecimento, cura interior e desenvolvimento humano.

Seu público é formado majoritariamente por mulheres em busca de reconexão com sua essência, libertação emocional e transformação de vida.

 

SERVIÇO

Título: Encontre o Extraordinário em Meio às Cicatrizes

Subtítulo: Reprograme sua mente, liberte-se dos traumas da infância e crie uma narrativa para a sua vida

Autor: Fernanda Ester Machado

ISBN: 978-65-6107-063-8

Páginas: 192

Preço de capa: R$ 74,90

Preço e-book: R$ 52,40

Pré-lançamento: 10 de agosto de 2025

Lançamento: 10 de setembro de 2025

Gênero: Desenvolvimento pessoal


Fonte: assessoria de imprensa

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  Nilton Bobato lança 

“É proibido falar mal de Deus”

Nova obra do escritor iguaçuense reúne contos distópicos

que abordam religião, política e questões sociais


Um Brasil tomado por grupos paramilitares, um professor que tenta provar a inexistência de Deus e um Conselho Celestial com Cristo, Maomé, Buda, Oxalá e até o demônio para decidir o destino da humanidade. Este é o cenário de “É proibido falar mal de Deus: prosa quase distópica”, novo livro do escritor e ex-vice-prefeito de Foz do Iguaçu, Nilton Bobato. O lançamento, pela Artêra, selo da editora Appris, acontece no dia 12 de outubro, na Livraria Ponta de Lança, em São Paulo.  

O livro se divide em três séries de contos e a narrativa mistura ficção e fatos inspirados na realidade, abordando temas como política, religião, direitos humanos e relações afetivas, em um tom que o autor classifica como antifascista, antirracista e antihomofóbico. “É uma distopia que seria ficção se não fosse tão real. Não escrevi para servir a uma causa, mas porque esses temas surgiram naturalmente com os personagens”, afirma Bobato.

A estética literária da obra chama atenção. Cada bloco de contos é introduzido por um decreto fictício, inspirado nos ataques de 8 de janeiro de 2023, que cria um efeito contínuo de tensão narrativa. Os diálogos misturam as vozes do narrador e das personagens, sem travessões ou aspas, desafiando o leitor a identificar quem fala. “A ideia é causar um efeito para além da leitura individual de cada conto. O leitor vai viver tensões em sequência, como se fosse um romance com vários núcleos com seus protagonistas específicos”, explica o autor.

O livro conta com prefácio do romancista e reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Miguel Sanches Neto; apresentação de Joane Vilela, doutora em Educação pela Universidade do Estado de São Paulo (Unesp); e segunda orelha assinada pelo premiado escritor português José Luís Peixoto.

Diagnosticado com Parkinson em 2018, Nilton Bobato encara a literatura como forma de resistência e de vida. Atualmente, cursa Mestrado em Literatura Comparada na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). “Tenho um amigo chamado Parkinson. Ele vai me seguir até o fim da vida, mas se eu não cuidar dele, me derruba. A literatura é uma das minhas formas de cuidado e acredito que ajuda os leitores a encontrar novas interpretações da realidade e da alma humana”, disse o autor.

Sobre o autor: Nilton Bobato é professor de Língua Portuguesa, mestrando em Literatura Comparada pela Universidade Federal de da Integração Latino-Americana (Unila), jornalista e  mantém forte atuação na cena literária paranaense com oito livros publicados. Em Foz de Iguaçu foi vice-prefeito, vereador e secretário municipal das pastas de saúde, administração e governança. 


Sobre a editora: O Grupo Editorial Appris conta com cinco selos editoriais, das mais diversas áreas técnicas, científicas e literárias. Com 14 anos no setor e a experiência de seus editores, que atuam há mais de 35 anos no mercado editorial, a Appris possui um catálogo com mais de 12 mil obras publicadas e que continua a crescer com uma média de 70 lançamentos por mês.

Serviço

Lançamento do livro “É proibido falar mal de Deus: prosa quase distópica”

Data: 12 de outubro (domingo)

Local: Livraria Ponta de Lança (Rua  Aureliano Coutinho, 26   - Vila Buarque, São Paulo/SP)

Horário: 17h


Fonte: assessoria de imprensa

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 Editora Joaninha lança O valente fidalgo Dom Quixote - em verso e prosa, de José de Nicola

Clássico universal ganha nova roupagem, com ilustrações de Antônio Amaral; uma adaptação sensível e criativa da narrativa de Cervantes, voltada ao público jovem, mas com apelo universal. Lançamento será nesta segunda, 11/08, às 18 hs, na Livraria da Vila, em São Paulo.

 

Um dos maiores clássicos da literatura ocidental, Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes, ganha nova vida nas mãos do autor José De Nicola. Com ilustrações de Antônio Amaral, o livro O valente fidalgo Dom Quixote – em verso e prosa, lançamento da Editora Joaninha, apresenta uma adaptação poética e acessível da célebre narrativa escrita há mais de quatro séculos. Voltado especialmente para o público jovem, o título convida também leitores adultos a redescobrir, de forma renovada e cativante, a essência do cavaleiro sonhador que luta contra moinhos de vento. Lançamento será nesta segunda, 11/08, às 18 hs, na Livraria da Vila, em São Paulo.

 

Trabalhando a linguagem poética na prosa e nos versos, transitando por formas que evocam até mesmo a tradição dos haicais japoneses, José De Nicola propõe uma leitura instigante, que preserva a alma da obra original sem abrir mão de um estilo próprio. “Ler o Dom Quixote original, hoje, é praticamente impossível para a maioria dos leitores. É uma leitura para poucos”, afirma o autor. “Minha intenção foi apresentar quem foi Quixote e o que fez, sua jornada da loucura à lucidez, sem deturpar Cervantes.”

 

A obra resgata as principais passagens do texto cervantino, como a criação do cavaleiro andante, o encontro com Sancho Pança, as batalhas quixotescas e o confronto com a realidade, sempre com lirismo, sensibilidade e um forte respeito ao espírito do texto original. O resultado é um jogo literário refinado, que alterna passagens narrativas, momentos poéticos e reflexões filosóficas, tornando a leitura fluida, envolvente e significativa.

 

Literatura viva e acessível

A adaptação se soma a um importante movimento editorial e educacional: dar nova roupagem a grandes clássicos, tornando-os acessíveis às novas gerações sem comprometer seu valor literário e simbólico. Em tempos de distrações digitais e distanciamento das grandes obras, a proposta de José De Nicola representa uma ponte entre o cânone literário e os jovens leitores do século XXI.

 

“O valente fidalgo Dom Quixote – em verso e prosa” também dialoga com professores, educadores e mediadores de leitura, oferecendo uma ferramenta potente para o trabalho em sala de aula ou clubes de leitura, promovendo reflexões sobre imaginação, coragem, loucura, amizade e a eterna luta por ideais – temas que mantêm Dom Quixote mais atual do que nunca.

 

Sobre o Autor

José De Nicola é professor, licenciado em Letras, com especialização em ensino de língua e literatura. Desde 1984, dedica-se a produzir livros didáticos nas áreas de Literatura, Gramática e Produção de Textos. Seu primeiro livro, Literatura Brasileira – das origens aos nossos dias, publicado pela editora Scipione, com sucessivas reedições, é até hoje obra fundamental no universo escolar. Ainda na área de didáticos, é autor de Gramática – palavra, frase, texto e Práticas de linguagem – leitura & produção de textos e Painel da literatura em língua portuguesa.

 

Na área de paradidáticos, escreveu comentários para a coleção de clássicos da editora Scipione, além de Análise e interpretação de poesia e Fernando Pessoa.

 

Pela editora Moderna, publicou obras para o público infanto-juvenil: Entre ecos e outros trecos (poesia); Alfabetário (poesia); A preguiça da praça (prosa).

 

Em obras gerais, publicou, em coautoria,  A voz dos outros – poesia africana em língua portuguesa (Casa de Letras), O olhar da plateia – três contos de Machado de Assis (Oficina de Letras), Semana de 22 – antes do começo, depois do fim (Estação Brasil/Sextante).


Ficha Técnica:

 

Título: O valente fidalgo Dom Quixote – em verso e prosa

Editora: Joaninha

Autor: José de Nicola

Ilustrações: Antônio Amaral

No. de Páginas: 72

Formato: 20.5 x 27.5

ISBN: 978-6561321167

Preço: R$ 81,00


Fonte: assessoria de imprensa

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