A Cidade da Juventude
Formação e consciência política para jovens



O tempo corrói a força e a vitalidade dos homens, mas não consegue destruir a dignidade e o conceito daqueles que exerceram o poder sem se corromper. Muitos adultos não foram advertidos de que o dinheiro e o poder passam rapidamente. Ficaram velhos e sem respeito porque nada fizeram para engrandecer o seu passado. Aos jovens, que amanhã comandarão o destino da sociedade, atuando com retidão e justiça, é dedicada esta obra que os estimulará a serem reverenciados pela História.
Djalma Pinto

O livro A Cidade da Juventude - Formação e consciência política para jovens, editado pela Cia dos Livros, de Djalma Pinto, debate a consciência sócio-política dos jovens brasileiros. Na obra, os jovens, revoltados com os crescentes exemplos de corrupção de muitos adultos — que roubam até o dinheiro da merenda escolar destinada às crianças pobres — resolveram criar a sua própria cidade. Elaboraram uma CONSTITUIÇÃO, proibindo toda pessoa desonesta de exercer o poder político. Quem comete ilegalidade, se apropriando de dinheiro do povo, deve ficar bem distante de qualquer cargo. Entre os destaques da Constituição da Cidade da Juventude, num total de 17 artigos, estes devem ser sempre lembrados: Todas as crianças terão direito a uma casa e escola de qualidade; É proibido o ingresso de pessoa incompetente no serviço público; Quem já praticou ação desonesta não pode ser candidato para disputar mandato político; e Ninguém pode usar o cargo público para obter benefício pessoal.

Ser feliz é um direito, cuja conquista se dá
através do compromisso firme de não prejudicar o outro

Nota do Autor: Os meninos e meninas cresceram. Na primeira edição, o livro chamava-se “A Cidade dos Meninos”. Os garotos e garotas que emprestaram seus nomes aos personagens e dão vida ao texto, tornaram-se jovens. Todos os adultos um dia foram crianças. O tempo, porém, em pouco mais de uma década, suprime essa fase do existir, substituindo-a pela juventude na qual muitos permanecem ou pretendem retornar a todo custo. Nesta segunda edição, acompanhando o crescimento dos personagens que se tornaram jovens, o título foi substituído para “A Cidade da Juventude”. Afinal, juventude se traduz no destino natural de todas as crianças e no sonho de conquista das pessoas com passagem pela terra. “A Cidade da Juventude” será sempre habitada por aqueles que, no exercício de qualquer função pública busquem, no curso da vida, agir com retidão, justiça, respeitando sempre o dinheiro do povo. Terão eles paz de espírito, o ingrediente básico para a preservação da condição de jovem. A vida será longa e feliz para todos os que buscarem observar as normas da Constituição descritas neste livro. Ser feliz é um direito, cuja conquista se dá através do compromisso firme de não prejudicar o outro.

*Djalma Pinto é advogado, com atuação em direito eleitoral e ex-procurador geral do Estado do Ceará e autor do livro Marketing, política e sociedade**, também pela Cia. dos Livros Editora.

Livro: A Cidade da Juventude - Formação e consciência política para jovens
Editora: Editora Cia. dos Livros
Autor: Djalma Pinto
         Nº de páginas: 88
ISBN: 978-85-63163-16-5
Preço: 25,00

Uma breve entrevista com o Autor...



Cia dos Livros: Como o Sr. avalia a consciência política dos jovens brasileiros?

Djalma Pinto: Precisa ser aprimorada. É necessário, em primeiro lugar, estimular o cultivo do espírito público. Ou seja, estimular os jovens para que sintam satisfação em fazer o melhor pela sociedade. Não pratiquem ações que causem prejuízo às pessoas, como por exemplo, quebrar telefones públicos, pichar a escola etc. É preciso que compreendam desde cedo que o dinheiro pago pelo contribuinte ao Estado é coisa sagrada, devendo ser respeitado por todos e aplicado corretamente para satisfazer o interesse coletivo.

Cia dos Livros: Houve um avanço na participação política destes jovens, nestes últimos 10 anos?

Djalma Pinto: Os jovens de hoje demonstram uma compreensão melhor em relação ao meio ambiente, do que aqueles das gerações passadas. Isso comprova que, assim como a atual geração foi estimulada a preservar a natureza, pode ser induzida a ter respeito pelas coisas públicas, sentido-se cada pessoa gratificada em colaborar com a sua comunidade. Mas, percebe-se, também, certa indiferença dos jovens em relação à política, em decorrência dos péssimos exemplos dos políticos da nova e da antiga geração. Especialmente, por parte daqueles que usam o poder, utilizam o mandato que recebem do povo para desviar dinheiro público, ficarem ricos sem sofrer sanção alguma. O mau exemplo é devastador na formação política dos jovens. 

Cia dos Livros: Eles conseguem ter uma visão ampla sobre cidadania e a convergência entre a sociedade e a política?

Djalma Pinto: Em face da falta de líderes, que não sejam reféns do dinheiro, nem usem o poder para favorecimento pessoal, não há paradigma de homens públicos, infelizmente, a ser seguido pelos jovens. Isso precisa ser mudado. Os jovens de hoje serão os grandes homens públicos de amanhã. Espera-se que não sigam os exemplos degradantes daqueles que somente conseguem ver o poder político sob a ótica do seu próprio interesse; que não sabem trabalhar em benefício da sociedade. Essas pessoas são egoístas, pobres de espírito, sem noção sobre a real finalidade do Estado e do poder político. Precisamos estimular os jovens a serem diferentes. A compreender o poder político como um instrumento para servir à sociedade. Sem espaço para a corrupção. Somente assim, ao se afastarem da política serão exaltados pelo povo. Devem se inspirar no exemplo de Nelson Mandela.

Cia dos Livros: Quais os principais entraves?

Djalma Pinto: Os principais entraves para uma melhor compreensão sobre a cidadania e a política, residem na dificuldade das pessoas em fazer o melhor pela coletividade. Muitos políticos, como já afirmado, somente conseguem pensar no poder através da ótica do seu próprio interesse. Isso estimula o egoísmo. Para agravar a situação, aqueles que desviam dinheiro do povo não sofrem punição alguma. Não devolvem a verba desviada, passando a falsa idéia de que não são pessoas altamente nocivas à sociedade. A constatação da impunidade entre os homens que exercem o poder, seja no âmbito do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, impede que os jovens tenham uma noção exata do papel do homem público e da grande missão que compete à política realizar.

Cia dos Livros: Como os adultos podem participar deste projeto de conscientização sócio-política?

Djalma Pinto: Em primeiro lugar, dando pelo menos, bons exemplos para a geração em formação. A atual geração é educada através dos exemplos, das lições e através dos valores passados pelas pessoas mais velhas. Os adultos que exercem o poder em qualquer esfera devem assumir o compromisso de não cometer ilícitos. Não podem praticar crimes. Devem aplicar corretamente o dinheiro público. Devem priorizar o interesse coletivo, não nomeando pessoa incompetente ou desonesta para cargo de chefia, afastando do comando de qualquer instituição pública quem desvia verba, mostrando, enfim, sua determinação em fazer o melhor pela coletividade, não ficando refém do fisiologismo que impede a prosperidade e a fruição de igualdade, que se conquista através de escola pública de boa qualidade para as crianças carentes. 


** Marketing, política e sociedade – Neste livro de Djalma Pinto, lançado, também, pela editora Cia dos Livros, tem o objetivo de mostrar que a campanha eleitoral não pode ser transformada em palco de disputa para saber quem engana melhor o eleitor e estimular uma reação ao abuso do direito no exercício da propaganda. “Historicamente, no Brasil, a propaganda eleitoral não é pautada na seriedade. O candidato promete o que não vai cumprir”, afirmou o autor. O livro traz uma abordagem da forma como os candidatos se utilizam das campanhas eleitorais para iludir o eleitor, através de suas promessas. O livro leva a uma reflexão e reação a essa prática, classificada pelo jurista como abuso do direito no exercício da propaganda. Outros livros do autor: Elegibilidade no Direito Brasileiro; Distorções do Poder; Direito Eleitoral, Anotações e Temas Polêmicos.

           
Fonte:  assessoria de imprensa MGA Comunicações

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