Como educar a moda antiga em tempos de tecnologia?

É possivel?
 
 Por Carina Gonçalves 
 Abril 2014 




 
É quase impossível, hoje, afastar uma criança da tecnologia, seja por meio um computador, de um Tablet, Vídeo-Game ou celular com aplicativos e recursos para Web. Mas, em meio a tantas ferramentas, como ainda é possível educar uma criança à moda antiga para garantir melhor entendimento e conhecimento direcionado? Está é uma das questões pertinentes para muitos professores e, também para alguns pais que buscam acompanhar a rotina escolar dos filhos de perto.

 
Em resposta, ou em tentativa para responder, existem sim maneiras simples e eficazes para educar ou complementar o ensino de uma criança ainda na primeira infância (início do ciclo escolar). Para isso, os pais e professores podem optar por materiais didáticos e lúdicos que, além de cativar, proporcionam o objetivo de oferecer conhecimento qualitativo para prepará-los aos desafios futuros.

 
Entre dezenas de títulos, selecionamos a clássica “Cartilha Caminho Suave” (Edipro), que vende cerca de 10 mil exemplares por ano, e ainda é sucesso no processo de alfabetização, desde sua primeira edição, em 1948, do qual até a década de 90 chegou a vender mais de 40 milhões de unidades. Tanto sucesso se dá pelo seu método analítico, que provoca na criança a vontade de aprender e de explorar o novo, com ilustrações convidativas que provocam análise sobre a figura e seu significado.

 
Muitos de nós, com trinta anos ou mais fomos alfabetizados por meio dela. O Governo parou de utilizá-la em 1995, quando o sistema de ensino público passou a ser baseado no construtivismo, que explica como a inteligência humana se desenvolve a partir do estimulo externo e, também, por ações mútuas entre o indivíduo e seu meio. A autora desta obra, Branca Alves de Lima (1911-2001), uma das mais brilhantes professoras que já se tem notícia, até hoje é homenageada pela sua contribuição diligente para o ensino brasileiro. Tanto que é muito conhecida como a “educadora que ensinou a educar”.

 
As crianças de hoje, do século XXI, além de usarem livros e cadernos, podem estudar por meio de recursos tecnológicos, interativos e diversificados. Porém, a quantidade de informações encontradas nas grandes redes de pesquisas, seja pela web ou outros meios tecnológicos, pode, de certa maneira, atrapalhar o desempenho e captação de conhecimento exatamente pela exacerbação de conteúdo. Em outras palavras, há muita oferta de informação, sendo algumas sem fonte de criação e ou constatação de veracidade, que provocam erros grosseiros e até plágios em trabalhos educacionais. Tal tema é considerável de se pensar.

 
 Vivemos em um mundo onde as crianças já são consideradas nativas tecnológicas e o ‘novo’ ainda continua sendo, em qualquer tempo ou circunstância, motivo de interesse para a curiosidade. E, dando continuidade a esse pensamento, complementar a educação dos pequenos com produtos que são considerados da ‘antigos’ pode sim ser uma alternativa para garantir melhor qualidade de aprendizado e uma troca saudável de informações. Ai entra o uso da “Cartilha Caminho Suave” (sugerida nesta matéria) como um exercício extracurricular que provoque autoconhecimento e despertem nas crianças o inusitado, tudo baseado na metodologia de décadas passadas que ainda funcionam e muito bem. Pensem nisso e experimentem para ver o resultado.

 
Além da “Cartilha Caminho Suave” indicada à pré-escola, há também outros quatro volumes da mesma família denominados como “Caminho Suave – Comunicação e Expressão” direcionadas para a 1ª, 2ª, 3ª e 4ª série do primeiro grau, além do baralhinho do grupo.

 
 






 

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