Obra de engenheiro paulistano dá voz ao objeto livro.



A primeira aposta literária do engenheiro paulistano André Leme é um tanto quanto inusitada. Formado em engenharia pela FEI e arquitetura pela Faculdade Belas Artes de São Paulo, André lança pela editora Scortecci o Eu-Livro, uma obra onde o objeto livro ganha vida e interfere na história de três personagens da favela Dona Marta no Rio de Janeiro – O Velho Sábio, o Cara e a Moreninha.

A ideia para a produção do livro, segundo o autor, surgiu a partir dos relatos fascinantes do jornalista Caco Barcellos na obra Abusado – O Dono do Morro Dona Marta (2009), um livro de reportagem investigativa, que revela os bastidores da formação de uma quadrilha e suas histórias de guerra, morte, prisões, fugas e traições. Em Eu-Livro, um romance se passa no cotidiano da favela e o objeto livro, interlocutor de toda a história, ganha status de protagonista e interfere no destino dos personagens.

Ora prepotente, ora conselheiro, ora debochado, o Livro coloca de lado as estrelas do autor e passa ser a figura principal de toda a narrativa.


“Eu-Livro contenho e conto, mas nem por isso sou complexo e completo. Embora Eu-Livro seja obviamente um fenômeno, tive grande dificuldade para ser gerado e gerido, por isso, ou talvez por ser complexo, pois sou complexado, acho que também sou difícil de ser digerido”

O Velho Sábio, o Cara e a Moreninha são personagens de mundos distintos, que foram unidos, no morro Dona Marta, em torno de uma carroça de ferro velho. A história, um romance entre uma adolescente e um homem de meia idade, é envolvida por poesia, misticismo e pela sensibilidade do autor que revela em sua obra tudo o que um livro gostaria de dizer nos momentos de agonia, de amor, insatisfação, fragilidade e fracasso.

“Ao poeta não há absoluto, em absoluto!
Nossos versos são cavados do coração
Eles transcendem a ideia da contemplação.
O comensurável só vem quando tudo é luto

O relativo é alma que se dissocia.
A alegria gira, vira e rodopia.
A tristeza nos faz calcar o lápis; papel rasgado.
Ao poeta não há absoluto, apenas papel rasgado!”..



Sobre o autor:
André Leme é engenheiro, arquiteto e artista plástico. Pratica dança contemporânea, vive em São Paulo e prepara seu segundo romance.


Eu-Livro
Editora: Scortecci
Autor: André Leme
Preço: 24,99
Pág: 115

Fonte: assessoria de imprensa Pauta Ativa

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