Pesquisa sobre bibliotecas escolares será divulgada
Com o tema “ Território livre: bibliotecas como espaço da democracia”, a agenda abrange temas centrais da atualidade, como a intersecção entre literatura e saúde mental, educação inclusiva, afrofuturismo, fanzines, quadrinhos, saraus de poesia marginal e literatura de cordel, além de debates decisivos sobre políticas públicas para bibliotecas.
Entre os destaques está o debate “Escola sem biblioteca não é legal”, previsto para o dia 6 de setembro, domingo, das 17h às 19h, com a participação da presidenta do CRB-8, Ana Cláudia Martins; da presidenta do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), Dalgisa Andrade Oliveira; do bibliotecário Marcos Antonio de Araújo, coordenador da Comissão Temporária de Bibliotecas Escolares do CRB-8; e da professora e escritora Mércia Magalhães.
Mediado pelo diretor técnico do CRB-8, Guilherme Belíssimo, o debate contará com a participação da coordenadora-geral de Materiais Didáticos da Secretaria de Educação Básica do MEC, Jaqueline Melo.
O encontro coloca em evidência a importância das bibliotecas escolares e das políticas públicas para garantir o acesso de estudantes à leitura e à informação.
O debate ocorre em um contexto em que os dados da recente pesquisa do CRB-8 apontam para a distância entre o que determina a legislação brasileira e a realidade encontrada nas escolas paulistas.
A pesquisa, realizada pelo Conselho em 2025, analisou 912 escolas das redes estadual e municipal de São Paulo e identificou um cenário marcado pela ausência de bibliotecas formalmente constituídas e de bibliotecários. Em muitas unidades, as chamadas “salas de leitura” acabam ocupando o lugar das bibliotecas escolares, sem a estrutura e a atuação profissional previstas pela legislação.
A questão ganha ainda mais relevância diante do cenário nacional. Dados levantados pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), com base no Censo Escolar de 2022, indicam que apenas cerca de um terço das escolas públicas brasileiras possui biblioteca.
“A universalização das bibliotecas escolares ainda está muito distante do que determina a lei. Essa falta aprofunda desigualdades de acesso à leitura que já existem. O mais preocupante é que muitas famílias sequer sabem que seus filhos têm direito a uma biblioteca na escola. Sem conhecer esse direito, os pais não têm como cobrar do poder público o seu cumprimento. É preciso informar a sociedade para que ela possa participar, fiscalizar e exigir bibliotecas estruturadas nas escolas”, defende a presidenta do CRB-8, Ana Cláudia Martins.
Quando o livro alcança a rua